quarta-feira, 18 de julho de 2012

O que é o dom da interpretação das linguas?


INTERPRETAÇÃO DAS LÍNGUAS
CARISMAS DO ESPÍRITO SANTO
Perguntas e Respostas n.º25 O que é o dom de interpretação das línguas?             

“Ocorre muitas vezes numa assembléia carismática reunida, a oração ou o canto em línguas, numa harmoniosa alegria pela presença de Deus naquele
lugar. Durante a oração ou canto em línguas ou no silêncio que se segue, uma
voz destaca-se das demais. Outras vozes se calam porque sentem que o Espírito está agindo, dando uma profecia em línguas (falada, orada ou cantada). Após a profecia em línguas, faz-se silêncio para a escuta da interpretação. A interpretação pode vir pela mesma pessoa ou por outra, de forma direta, como uma palavra de profecia. Pode ocorrer também a interpretação indireta , por meio de visualização, recordação de versículos bíblicos ou fatos, entre outras formas. Da mesma maneira que na profecia, o dom da interpretação das línguas pode ocorrer durante o “ciclo carismático”: louvor – silêncio – profecia em línguas e interpretação – louvor a Deus . O carisma da interpretação das línguas é a faculdade de perceber o sentido da oração ou da profecia em línguas. Não se confunde com tradução (ou versão). Nesta, o tradutor entende cada palavra. É por isso que ele, utilizando palavras de um dos idiomas conhecidos, reescreve o texto em outra língua qualquer. A tradução é a substituição de palavras, termos ou períodos de uma língua pelos de outra. O dom da interpretação das línguas é um impulso, através de uma unção espiritual, por meio do qual a pessoa capta o sentido da mensagem e comunica a, para torná-la compreensível aos membros da comunidade. É, portanto, uma profecia motivada e antecedida pelo dom das línguas: Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus: ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do Espírito. Ora, desejo que todos faleis em línguas, muito mais desejo que profetizeis. Maior é quem profetiza do que quem fala em línguas, a não ser que este as interprete, para que a assembleia receba edificação. Quem fala em línguas, peça na oração o dom de interpretar. (1 Cor 14, 2.5.13). Tanto “o falar” como “o orar” e “o cantar” em línguas só se tornam mensagem profética quando houver interpretação.

O exercício das línguas segue os mesmos princípios que os do dom de
profecia. De forma pessoal ou comunitária , a interpretação ocorre após a emissão de uma mensagem em línguas...A mensagem em línguas pode ter duração diferente, podendo ser longa ou breve; contudo, a interpretação deve ser concisa, anotando com clareza a mensagem do Senhor. Quem recebe o dom da interpretação percebe que as palavras lhe vêm à mente de forma abundante, e deve dizer o que o Senhor lhe inspira. Assim como há uma unção para profetizar, uma mensagem em línguas também é precedida por uma unção. O intérprete recebe um impulso interior para a interpretação. Aliás, a unção do Espírito caracteriza o exercício dos dons. Por que Deus utiliza o dom das línguas para comunicar sua mensagem quando pode fazê-lo “diretamente”
através da profecia? Dom João Evangelista Martins Terra procura responder: uma assembléia cultual cria uma atmosfera de audição interior e uma expectação atenta da palavra do Senhor. Esse dom alerta os que profetizam no grupo, a fim de estarem mais preparados para receber uma inspiração sobre o que o Senhor quer comunicar ao grupo, e coloca também o grupo inteiro alerta
para escutar o que se vai dizer. Essa interpretação não é uma tradução, mas um carisma diferente que não acontece na oração particular, mas só quando o
Espírito suscita alguém a falar em línguas na assembléia, enquanto todos os outros guardam silêncio, preparando assim o clima para a intervenção do carisma profético que interpreta exortando, consolando e corrigindo .

Por vezes, acontece que várias pessoas recebem a mesma interpretação da mensagem ouvida. Neste caso, o senso de que a interpretação ouvida é correta é ratificado. Como na profecia, deve-se dizer em voz alta: “eu confirmo!”. Após receber uma ou mais mensagens em línguas com interpretação, o procedimento do dirigente da reunião deve ser – como após a profecia - deixar algum tempo para o louvor e resposta ao Senhor, de acordo com o conteúdo da mensagem. E quando o Senhor fala, quer por meio da interpretação das línguas, quer por profecias, sua palavra traz sempre frutos poderosos sobre todos. Uma vez interpretada, a manifestação das línguas tem todas as utilidades da profecia, a saber: edificar, exortar, consolar (cf. 1 Cor 14, 3).

O acolhimento do dom de interpretação também segue os mesmos princípios para o acolhimento da profecia. Sua dinâmica é semelhante à da profecia, que é colocada diretamente no coração do profeta por uma ação do Espírito Santo. A interpretação das línguas é, também, depositada na mente do intérprete.

A distinção dos tipos de interpretação obedece aos parâmetros atribuídos à profecia . A interpretação é verdadeira quando vem do Espírito Santo. Não-interpretação é quando as palavras têm origem na mente humana.(não vem de Deus). A falsa interpretação é influenciada pelo Demônio. O instrumento que separa um dos outros é o carisma do discernimento dos espíritos. O discernimento da interpretação é tão necessário quanto para a profecia, pois uma vez que é proclamada assume todas as características da profecia, bem como seus requisitos e utilidades (cf. Mt 7,15- 23). Numa assembleia - pequena ou grande - que esteja em profunda oração, consciente da presença de Deus,
dirigida pelo Espírito Santo, haverá outros profetas para julgarem ou confirmarem a profecia em línguas e sua interpretação (cf. 1 Cor 14, 32-33).
Aqui, é importante fazer a diferença entre a oração em línguas e a profecia em línguas; somente esta necessita de interpretação. Quando se ora ou louva em línguas, não há necessidade de interpretação porque a pessoa está se dirigindo a Deus (cf. 1 Cor 14, 2-4).

Quando existe uma unção profética na assembleia e que se expressa em línguas, aí cabe a interpretação em vernáculo e a confirmação de outros membros da assembleia (cf. 1 Cor 14, 13). “Por isso quem fala em línguas, peça na oração o dom de as interpretar” (1Cor 14, 13). O carisma da interpretação leva ao Pai, por Jesus, no poder do Espírito Santo, orientando os
filhos de Deus a fazer a Sua vontade. Quanto ao seu exercício, obedece aos mesmos princípios da profecia, com a diferença de haver sempre uma mensagem em línguas antecedente.”
http://www.rccbrasil.org.br/download/ENCARTE%20Carismas%2046.pdf

“O falar em línguas é uma espécie de profecia. Dessa forma, é Deus quem fala ao seu povo. Fala porque quer que os seus filhos o compreendam. Então, ao mesmo tempo que Deus suscita a profecia ou o falar em línguas, concede também a alguém ali presente, o dom de a interpretar. Pode ser que Deus conceda o dom da interpretação á mesma pessoa que trouxe a mensagem em línguas. Pode ser também que o Senhor de a mensagem em línguas a uma pessoa e a interpretação para outra. Mas a instrução é clara: “Se não houver intérprete, fiquem calados na reunião, e falem consigo mesmos e com Deus”(I Cor 14, 28). Podemos perceber que não se trata de tradução, mas de interpretação. Ninguém é capaz de traduzir o falar em línguas, mas é possível interpretá-lo A interpretação é um dom e uma arte que podemos encontrar nas comunidades carismáticas que Deus tem suscitado. Na tradução, pegamos palavra por palavra e encontramos a correspondência em outra língua. Quando digo que a palavra ‘janela’ corresponde window, em inglês, e fenêtre, em Frances, estou traduzindo. Interpretar é diferente, é descobrir o sentido do que está sendo dito. No caso do dom das línguas, é reproduzir o pensamento de Deus, tornar claro o sentido da mensagem que Ele me enviou...Normalmente acontece assim: após um momento intenso de oração, em geral, depois de um bom tempo de oração em línguas, faz-se um profundo silêncio, cheio de adoração e expectativa para escutar o Senhor. Todos estão em silêncio...de repente, uma única pessoa em todo o grupo começa a falar em línguas. Todos a escutam. Quando ela termina, todos devem permanecer em silêncio até que uma outra pessoa comece a falar aquela mesma mensagem na linha que todos entendem, no nosso caso, a língua portuguesa. Como o ‘falar em línguas’ caracteriza uma profecia, a sua interpretação também precisa ser avaliada dessa forma...Quem recebe o dom da interpretação percebe que as palavras vêm à sua mente, uma a uma. Nessa hora, podemos sentir como se os pensamentos sumissem e apenas aquela palavra o ocupasse. A palavra seguinte só surge em nossa mente depois que proclamamos a anterior. Á medida que vamos falando, a próxima palavra surge. Exercer esse dom exige muita fé e coragem, pois, quando a pessoa abre a boca para trazer a interpretação, na verdade ela dispõe de apenas uma única palavra. Só depois as outras vão se juntando a ela e formando a frase, a idéia, a mensagem. Todos podem fazer juntos a oração em línguas, ao mesmo tempo, a uma só voz; mas o falar em línguas, não. Só devem falar em línguas duas pessoas, no máximo três, pou reunião. Uma de cada vez. Assim que a pessoa termina a mensagem em línguas, todos devem permanecer no mais absoluto silêncio, à espera de que Deus conceda a interpretação. Pode ser que, depois de uma fala em línguas bem curta, siga-se uma interpretação mais longa. Isso acontece justamente por não se tratar de tradução, mas de pôr ás claras a mensagem do Senhor, de expor o sentido do que Deus quer comunicar. A pessoa que recebeu o dom da interpretação deve trazer a mensagem na primeira pessoa, em nome do Senhor. Ela deve proclamar essa palavra, dizendo: “Eis o que diz o Senhor” ou “O Senhor fala”, e logo em seguida falar na primeira pessoa a mensagem que recebeu em seu coração, como o próprio Deus falando. O Senhor nos concede o seu dom para que proclamemos a mensagem em seu nome e não para que expliquemos às pessoas o que Ele nos falou. A interpretação das línguas surge no coração da mesma forma que a profecia. (p.114-116. A oração em Línguas. Márcio Mendes. 22. Ed. 2007).  

“Normalmente, nem aquele que fala em línguas nem os outros entendem o que é enunciado. Mas o Senhor, muitas vezes, pretende que aquela oração seja de edificação para a comunidade e um veículo para falar a ela. Então, o Senhor concede, á mesma pessoa ou a outra, o dom da interpretação. É portanto outro dom: o dom de interpretar – não se trata de tradução. Ás vezes, Deus nos fala por meio do dom de profecia em línguas. Nossa oração em línguas é uma oração para Deus, por isso não precisa de interpretação. Porém, quando Deus usa o mesmo canal de oração em línguas para nos dirigir uma palavra de profecia, faz-se necessária a interpretação, do contrário a profecia não pode ser realizada. Quando o grupo de oração se reúne, naquele instante de silêncio, alguém é movido pelo Espírito Santo a falar em línguas. Deus suscita, nesse momento, o dom da interpretação, ao qual precisamos estar abertos. Como acontece isso? Vem à nossa mente, ao nosso coração, a interpretação, o sentido daquelas palavras em línguas, da mesma forma que o dom da profecia. Sentimos a interpretação nascer em nós. Esse dom é muito precioso e causa uma impressão maravilhosa na assembléia. Trata-se de uma palavra muito forte e consoladora que vem de Deus, e é expressa na linguagem dos anjos, na linguagem própria do Espírito Santo. (p.51-52. Mnonsenhor Jonas Abib. Aspirai aos dons espirituais. Editora Canção Nova. 14ª Ed. 2011).

“Interpretação não é tradução, pois quem interpreta não compreende os sons estranhos pronunciados. Mas o intérprete é inspirado pelo Espírito Santo a partilhar na fé a intuição ou idéia do que a mensagem seja, isto é semelhante a operação da profecia. Paulo encoraja aquele que fala em línguas a pedir para si o poder de interpretá-las.” (p.42. Sidnei Telles. Dons proféticos do Espírito Santo. Palavra e Prece. 2009).




Juanes citado por Renato Menghui nos ensina: é sem dúvida, surpreendente a ênfase que o Apóstolo dá à interpretação de línguas em I Cor. 14, 5. Seu pensamento é este: falar em línguas é um dom inferior à profecia; mas, combinado com a interpretação, iguala-se à profecia e tem a mesma função. (p.29. Renato Menghi. Aspirai aos dons do Espírito. Editora RCC Brasil 2009.)

“Então, uma coisa é orar a Deus em línguas, para isso não se faz necessária a interpretação, outra coisa é comunicar uma mensagem profética em línguas, nesse caso, se não houver quem interprete, deve-se calar a pessoa que emitiu tal mensagem. Mas caso haja interpretação, mesmo assim não devem se suceder diversas mensagens proféticas em línguas, mas apenas duas, ou o máximo três.” (p.78. Renato Menghi. Aspirai aos dons do Espírito. Editora RCC Brasil 2009.)

“A interpretação da profecia deve também ser confirmada da mesma maneira que a profecia, quando outros sentirem a mesma mensagem: “Eu confirmo!”, “Eu confirmo esta interpretação porque eu também senti que...” “Eu confirmo, porque Deus me falou que...”(p.61.Pe. Marlon Mucio. Luiz Gustavo Sampaio. Missão Sede Santos).

“a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas.” (I Coríntios 12,10)

“Ora, desejo que todos faleis em línguas, porém muito mais desejo que profetizeis. Maior é quem profetiza do que quem fala em línguas, a não ser que este as interprete, para que a assembléia receba edificação.” (I Coríntios 14,5)
  
“Se há quem fala em línguas, não falem senão dois ou três, quando muito, e cada um por sua vez, e haja alguém que interprete. “(I Coríntios 14,27)
  
“Se não houver intérprete, fiquem calados na reunião, e falem consigo mesmos e com Deus.” (I Coríntios 14,28)

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